personal trainer João Martins a orientar treino personalizado no Algarve

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Post

Será o exercício físico um inimigo da tua doença, ou parte da solução?

Será o exercício físico um inimigo da tua doença, ou parte da solução?

SERÁ O EXERCÍCIO FÍSICO UM INIMIGO DA TUA DOENÇA, OU PARTE DA SOLUÇÃO?

A ideia de que o exercício e a doença são incompatíveis é um dos mitos mais enraizados na medicina popular — e também um dos mais prejudiciais para a saúde das pessoas.

Uma revisão publicada no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports documentou evidência científica sólida para o exercício como terapia em 26 doenças crónicas diferentes. Não como complemento vago. Como intervenção terapêutica com dosagem, progressão e resultados mensuráveis.

Neste artigo vamos desmistificar os maiores mitos — doença a doença — com base na evidência científica mais recente.

O exercício não é o oposto da doença. Em muitos casos, é parte do tratamento.

Mito 1 – Cancro

“Estás em quimioterapia — o teu corpo precisa de repouso total. Exercício agora é demasiado perigoso.”

O exercício durante a quimioterapia não só é seguro como é recomendado. Uma meta-análise “Metcalfe et al. — Supportive Care in Cancer, 2024” com doentes em quimioterapia ativa concluiu que o treino de resistência melhora significativamente a qualidade de vida, reduz a fadiga oncológica — o efeito secundário mais debilitante da quimioterapia — e melhora a função física e a força muscular durante o tratamento. Um ensaio clínico de 2026 com 687 doentes oncológicos em 20 centros demonstrou que um programa de exercício simples, em casa, produziu uma resposta imunológica mais saudável durante a quimioterapia, com menos efeitos secundários como fadiga mental. A ciência mostra também que o exercício aumenta o recrutamento de células NK (natural killer), que destroem células cancerígenas, e está associado a menor risco de recidiva em cancros da mama e colorretal.

Mito 2 – Doenças Cardiovasculares

“Tens o coração fraco — qualquer esforço pode ser perigoso. Melhor ficar quieto.”

O exercício é um dos tratamentos mais eficazes para doenças cardiovasculares — incluindo após um evento cardíaco. A OMS e a American Heart Association recomendam atividade física regular tanto na prevenção primária como secundária de doenças cardiovasculares. A inatividade física é classificada como fator de risco cardiovascular independente — comparável ao tabagismo. Os programas de reabilitação cardíaca, baseados em exercício, reduzem a mortalidade cardiovascular, melhoram a capacidade funcional e a qualidade de vida. O treino de força, especificamente, melhora o perfil lipídico, reduz a pressão arterial em repouso e diminui a rigidez arterial. O exercício não é o inimigo do coração. A inatividade é.

Mito 3 – Doenças Reumáticas

“Tens artrite reumatoide — o movimento vai agravar a inflamação e desgastar ainda mais as articulações.”

O exercício regular é um dos pilares do tratamento das doenças reumáticas — não o seu inimigo. Revisões sistemáticas mostram que a atividade física reduz os sintomas, melhora a qualidade de vida e a função física em pessoas com artrite reumatoide e outras doenças reumáticas. O repouso excessivo, por outro lado, causa atrofia muscular, aumenta a rigidez articular e piora a funcionalidade a longo prazo. As pessoas com artrite reumatoide têm também maior risco cardiovascular — e o exercício é a intervenção não farmacológica mais eficaz para mitigar esse risco. O colégio americano de reumatologia recomenda explicitamente exercício como parte integrante do tratamento.

Mito 4 – Dor na Coluna

“Tens hérnia discal e dores lombares — repouso absoluto, nada de exercício.”

O repouso prolongado é hoje considerado uma das piores abordagens para a dor lombar crónica. As guidelines internacionais de fisioterapia e medicina física recomendam manter a atividade e introduzir exercício progressivo como tratamento de primeira linha. O exercício fortalece os músculos para vertebrais e do core — o suporte natural da coluna —, melhora a mobilidade e reduz a dor crónica de forma mais eficaz do que o repouso. O repouso excessivo causa atrofia muscular, que, por sua vez, aumenta a instabilidade da coluna e pode agravar a dor. Mover com critério é melhor do que não mover.

Mito 5 – Osteoporose

“Tens osteoporose — qualquer impacto pode partir um osso. Cuidado com o exercício.”

O exercício de resistência é uma das intervenções mais eficazes para aumentar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas. O impacto mecânico do músculo sobre o osso estimula a formação de novo tecido ósseo. Uma revisão sistemática e meta-análise confirmou que o treino de resistência progressivo em adultos mais velhos produz aumentos simultâneos na força muscular e na densidade mineral óssea. O maior risco de fratura em pessoas com osteoporose não está no exercício supervisionado — está na fraqueza muscular e no risco de queda que a inatividade provoca.

MITO 6— Diabetes Tipo 2

“Tens diabetes — qualquer esforço pode descompensar os teus níveis de açúcar. Melhor evitar.”

O exercício é um dos tratamentos não farmacológicos mais poderosos para a diabetes tipo 2 — e em alguns casos comparável à medicação. O músculo esquelético é o maior órgão de captação de glucose do corpo: quando está ativo e bem desenvolvido, capta glucose do sangue de forma direta, reduzindo a resistência à insulina. Uma meta-análise de 2025 com 43 ensaios clínicos aleatórios e 2.012 participantes confirmou que o treino de resistência está associado a reduções significativas na glicose em jejum, na HbA1c e no HOMA-IR — marcadores diretos do controlo da diabetes. O mesmo estudo mostrou que o exercício aumentou a massa muscular e reduziu a inflamação sistémica. O mito de que o esforço é perigoso na diabetes está na origem de um ciclo perverso: menos músculo, pior controlo glicémico, mais dependência de medicação.

MITO 7 — Depressão e Ansiedade

“Estás deprimido ou ansioso — forçares o teu corpo é demasiado. Descansa e espera que passe.”

O exercício é uma das intervenções não farmacológicas mais eficazes para a depressão e ansiedade — com efeito documentado comparável ao de antidepressivos em casos ligeiros a moderados. Uma meta-análise de 2025, que analisou os efeitos do exercício aeróbico e de resistência em pessoas com diagnóstico confirmado de depressão ou ansiedade, concluiu que ambas as modalidades produzem reduções significativas dos sintomas. O mecanismo é biológico: o exercício aumenta os níveis de BDNF, serotonina, dopamina e endorfinas, e reduz o cortisol — exatamente as alterações que os antidepressivos tentam promover quimicamente. O repouso prolongado, ao contrário do que se pensa, tende a perpetuar os sintomas depressivos. Mover o corpo é, muitas vezes, o primeiro passo para mover a mente.

MITO 8 — Fibromialgia

“Tens fibromialgia — qualquer esforço vai amplificar a dor. O teu corpo não aguenta.”

A fibromialgia é uma das condições onde o mito do repouso é mais prejudicial — e onde o exercício tem evidência mais consistente como tratamento. Uma revisão sistemática e meta-análise de 2025 que analisou 50 ensaios clínicos com 3.761 participantes concluiu que a combinação de exercício aeróbico e de flexibilidade, bem como o exercício em meio aquático, são eficazes na redução da dor em pessoas com fibromialgia. O exercício estimula a produção de endorfinas e ativa os mecanismos de inibição descendente da dor — ou seja, o próprio corpo passa a modular melhor a perceção dolorosa. A chave está na progressão: os programas devem começar com baixa intensidade e ser adaptados progressivamente pelo profissional à tolerância e preferência individual — a adesão a longo prazo é essencial para sustentar os benefícios.

Exercício Como Medicina

A evidência científica acumulada nas últimas décadas aponta para uma conclusão poderosa: o exercício é uma intervenção terapêutica com efeitos documentados em mais de 26 doenças crónicas diferentes. Não é uma alternativa à medicina — é parte dela.

Mas há uma condição fundamental: o exercício deve ser supervisionado, progressivo e adaptado à condição específica de cada pessoa. “Fazer exercício” sem critério pode agravar certas condições. “Fazer o exercício certo, na dose certa, com a progressão certa” é uma intervenção de saúde com resultados comprovados.

O que deves saber antes de começar

  • Fala sempre com o teu médico primeiro: especialmente em doenças oncológicas, cardiovasculares ou reumáticas, o exercício deve ser validado e coordenado com a equipa médica. Não é para ser feito às escuras.
  • O exercício certo é diferente para cada doença: artrose do joelho pede exercício em cadeia cinética fechada e baixo impacto. Doenças cardíacas pedem progressão gradual da intensidade. Cancro em quimioterapia pede ajuste às fases do tratamento. Não há receita universal.
  • Começar devagar é começar bem: A progressão gradual é o princípio mais importante. O corpo adapta-se — mas precisa de tempo. Começar com pouco e aumentar progressivamente é mais eficaz do que fazer muito e desistir por lesão ou exaustão.
  • A dor durante o exercício não é sempre sinal de alarme: Desconforto muscular é normal. Dor articular aguda, sensação de instabilidade ou dor que aumenta após o exercício são sinais para parar e consultar um profissional.
  • O acompanhamento profissional faz a diferença: Um personal trainer especializado em populações com condições de saúde especiais sabe adaptar o exercício à tua condição específica — o que é muito diferente de um programa genérico.

Uma Mensagem Final

Durante décadas, o conselho médico padrão para quem tinha uma doença crónica era simples: descansa, não forces, evita o esforço. Esse conselho partia de uma boa intenção — mas ignorava o que a biologia humana precisa para funcionar.

O corpo humano foi desenhado para se mover. Os músculos precisam de estímulo para não atrofiar. Os ossos precisam de carga para não perder densidade. O coração precisa de ser treinado para ser eficiente. O sistema imunológico responde ao movimento. E o cérebro — como já vimos neste blog — beneficia profundamente do exercício regular.

A doença não é uma razão para parar de se mover. Na maioria dos casos, é uma razão ainda maior para começar a fazê-lo — com critério, com acompanhamento e com paciência.

Não precisas de ser atleta para beneficiar do exercício. Precisas apenas de te mover — com o apoio certo e no ritmo certo para o teu corpo.